CVE-2021-3711: Estouro de buffer na decriptação SM2 do OpenSSL
A CVE-2021-3711 é um estouro de buffer no código de decriptação SM2 do OpenSSL. O tamanho do buffer calculado na primeira chamada a EVP_PKEY_decrypt() pode ser menor do que o exigido pela segunda chamada, o que pode permitir que dados escolhidos por um atacante ultrapassem o buffer em até 62 bytes. O registro da NVD atribui pontuação CVSS 3.1 de 9.8 (crítica), e a correção está no OpenSSL 1.1.1l. A vulnerabilidade não consta no catálogo KEV da CISA e nenhuma exploração confirmada aparece nas fontes consultadas.
Visão geral
A CVE-2021-3711 afeta o caminho de decriptação SM2 do OpenSSL. Aplicações normalmente chamam EVP_PKEY_decrypt() duas vezes: uma para descobrir o tamanho de saída necessário e outra para decriptar em um buffer alocado. Um erro de cálculo pode tornar a primeira estimativa de tamanho menor do que a segunda chamada precisa, deixando o buffer pequeno demais. O registro classifica a fraqueza como CWE-120 (Estouro de Buffer Clássico).
Impacto
- Segundo o registro, dados escolhidos por um atacante que consiga submeter conteúdo SM2 para decriptação podem ultrapassar o buffer em até 62 bytes.
- O estouro pode alterar outros dados armazenados após o buffer, o que pode mudar o comportamento da aplicação ou causar travamento.
- A avaliação da NVD atribui CVSS 3.1 de 9.8 (crítica), com vetor AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H, e CVSS 2.0 de 7.5.
- Os dados SSVC do registro indicam impacto técnico total e automatizável.
Produtos e versões afetados
- OpenSSL: o registro indica versões afetadas de 1.1.1 até 1.1.1k, com a correção no OpenSSL 1.1.1l.
- O registro também lista muitos produtos derivados de NetApp, Oracle, Tenable e Debian Linux. Para muitos deles a fonte não especifica versões, então a exposição precisa ser confirmada em cada aviso do fornecedor.
- Avisos de fornecedores citados no registro incluem o NetApp NTAP-20210827-0010, o Oracle CPU de outubro de 2021 e o Debian DSA-4963.
Situação de exploração
- A CVE não consta no catálogo KEV da CISA segundo o registro.
- Nenhuma exploração confirmada na natureza aparece nas fontes consultadas.
- A probabilidade EPSS informada no registro é de cerca de 0,878, que é uma estimativa estatística e não evidência de exploração.
Correção e mitigação
- Atualize o OpenSSL para a versão 1.1.1l ou posterior, que inclui a correção.
- Para produtos derivados, aplique os patches dos fornecedores e siga os avisos listados nas referências, pois as versões corrigidas variam por produto.
- Enquanto a correção não for aplicada, limite a exposição de serviços que decriptam conteúdo SM2 vindo de fontes não confiáveis. Trata-se de uma inferência a partir da descrição, não de uma solução indicada pelo fornecedor.
Orientações de detecção
- Inventarie sistemas que utilizam OpenSSL de 1.1.1 até 1.1.1k, incluindo imagens de contêineres e bibliotecas incorporadas.
- Revise logs de aplicações em busca de travamentos ou falhas de memória em serviços que processam decriptação SM2.
- Monitore comportamentos inesperados da aplicação após requisições de decriptação SM2, sem depender de assinaturas específicas de exploração.
Limitações das informações disponíveis
- O registro não descreve pré-requisitos de exploração específicos de cada aplicação, portanto o alcance prático do estouro em implantações reais é desconhecido.
- As versões corrigidas da maioria dos produtos derivados listados não são informadas no registro.
- A localização do buffer depende da aplicação e normalmente é alocada na heap, conforme a descrição.
Perguntas frequentes
Quais versões do OpenSSL são afetadas pela CVE-2021-3711?
O registro indica que as versões de 1.1.1 até 1.1.1k são afetadas e que a correção está no OpenSSL 1.1.1l.
A CVE-2021-3711 está sendo explorada na natureza?
O registro não a lista no catálogo KEV da CISA, e nenhuma exploração confirmada aparece nas fontes consultadas.
Esta análise foi redigida com auxílio de IA a partir de dados verificados das fontes e checada automaticamente contra eles.