CVE-2026-41947: Dify: bypass de autorização nos endpoints de configuração de trace (anteriores à 1.14.2)
O Dify anterior à versão 1.14.2 permite que usuários com papel de editor autenticados configurem e ativem traces em aplicações fora de seu tenant, pois os endpoints de configuração de trace não verificam a propriedade do tenant. O abuso pode redirecionar mensagens e respostas das aplicações vítimas para provedores de trace de LLM controlados pelo atacante. A correção é referenciada na 1.14.2 e, nas fontes consultadas, não há exploração confirmada no mundo real.
Visão geral
O CVE-2026-41947 é um bypass de autorização classificado como CWE-639 (bypass de autorização por meio de chave controlada pelo usuário, também conhecido como IDOR). Segundo o registro, um editor autenticado pode configurar e ativar o trace de aplicações que pertencem a outros tenants, pois os endpoints de configuração de trace não verificam a propriedade do tenant.
Impacto
- Confidencialidade: o registro afirma que mensagens e respostas das aplicações afetadas podem ser redirecionadas para provedores de trace de LLM controlados pelo atacante, o que expõe dados de prompts e respostas.
- Integridade: o vetor CVSS presente no registro classifica o impacto na integridade como alto.
- Severidade: NVD e VulnCheck atribuem pontuação base de 9.1, com classificação crítica. O GitHub informa uma pontuação menor, de 7.4, para o mesmo CVE.
Produtos e versões afetadas
- Versões do Dify anteriores à 1.14.2. O registro indica a faixa afetada até a versão 1.14.1 inclusive, sob os nomes de produto Dify Dify e Langgenius Dify.
- O registro referencia a versão 1.14.2 como a que contém a correção.
- O Dify Cloud é mencionado porque oferece autocadastro gratuito e sem autenticação, o que reduz a barreira para obter uma conta.
Status de exploração
O registro não indica inclusão deste CVE no catálogo KEV da CISA, portanto não há exploração ativa confirmada nas fontes consultadas. O registro traz o valor SSVC de prova de conceito e algumas referências estão marcadas como relacionadas a exploração, o que indica que existe material técnico público. Esta análise não descreve esse material.
Correção e mitigação
- Atualize implantações do Dify auto-hospedadas para a versão 1.14.2 ou para a release que contém a correção referenciada nas notas de versão.
- Confirme com o provedor do Dify Cloud se o serviço hospedado já recebeu a correção, pois o registro não informa isso.
- Até que a atualização seja aplicada, revise quais usuários possuem o papel de editor e remova acessos desnecessários.
- Quando possível, restrinja ou revise o autocadastro aberto em instâncias afetadas.
Orientações de detecção
- Revise logs de auditoria ou de aplicação em busca de alterações em configurações de trace ou de observabilidade e confirme que cada alteração foi feita por um usuário dono da aplicação.
- Crie alertas para configurações de trace que apontem para endpoints de provedores externos não aprovados pela sua organização.
- Revise contas criadas recentemente, especialmente as que ganharam privilégios de editor logo após a criação.
Limitações das informações disponíveis
- O registro afirma que a exploração exige um editor autenticado, enquanto o vetor CVSS indica que nenhum privilégio é necessário. Essa inconsistência não é resolvida nas fontes consultadas.
- O registro não nomeia os endpoints exatos nem os caminhos de código afetados.
- Não é possível saber, a partir do registro, se uma nova conta de editor no Dify Cloud pode obter o papel de editor sem ação de um administrador.
- A entrada EPSS tem data posterior à data de publicação informada no registro, por isso sua temporalidade deve ser interpretada com cautela.
Perguntas frequentes
O que é o CVE-2026-41947?
É um bypass de autorização nos endpoints de configuração de trace do Dify. Segundo o registro, editores autenticados podem configurar traces de aplicações de outros tenants.
Quais versões são afetadas?
O registro indica o Dify anterior à 1.14.2, com faixa afetada até a 1.14.1 inclusive. A release referenciada como correção é a 1.14.2.
Este CVE está sendo explorado ativamente?
O registro não o inclui no catálogo KEV da CISA e não há exploração confirmada no mundo real nas fontes consultadas. Existe material técnico público, por isso a atualização rápida é recomendada.
Esta análise foi redigida com auxílio de IA a partir de dados verificados das fontes e checada automaticamente contra eles.