CVE-2026-49454: Biblioteca SAML Relyra aceita assinaturas forjadas (bypass de autenticação)
A Relyra, biblioteca de Service Provider SAML para Elixir e Phoenix, não verificava criptograficamente as assinaturas SAML nas versões 1.0.0 e 1.1.0, permitindo que asserções forjadas com um NameID escolhido pelo atacante fossem aceitas. A falha é classificada como crítica (CVSS 9.1) e foi corrigida na versão 1.2.0.
Visão geral
A CVE-2026-49454 afeta a Relyra, biblioteca de Service Provider SAML para aplicações Elixir e Phoenix. Segundo o advisory de segurança do GitHub, as versões 1.0.0 e 1.1.0 retornavam autenticação bem-sucedida sem de fato comprovar a assinatura XML das mensagens SAML recebidas. O valor da assinatura nunca era conferido com a chave pública do certificado do Identity Provider (IdP) configurado, o digest do elemento referenciado não era recalculado e a etapa de canonicalização no fluxo de verificação era apenas um passthrough sem uso. Na prática, a validação apenas confirmava que o documento tinha o formato esperado. A falha é classificada como CWE-287 (Autenticação Imprópria).
Impacto
Um atacante remoto e não autenticado poderia enviar uma resposta SAML com assinatura forjada e um NameID de sua escolha, e a biblioteca poderia aceitá-la como login válido. Para aplicações que usam a Relyra em single sign-on, isso representa bypass de autenticação e possível personificação de qualquer usuário, inclusive administradores. A CNA atribui nota 9.1 (Crítica) no CVSS 3.1, vetor AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:N, com alto impacto em confidencialidade e integridade, sem exigir privilégios nem interação do usuário.
Produtos e versões afetados
- Relyra 1.0.0 (afetada)
- Relyra 1.1.0 (afetada)
- Relyra 1.2.0 contém a correção
O registro não traz faixas de versões estruturadas; a lista acima vem da descrição do advisory.
Status de exploração
A CVE não consta no catálogo Known Exploited Vulnerabilities da CISA, e nenhuma exploração confirmada aparece nas fontes consultadas. Não há pontuação EPSS no registro. Como a falha não exige condições especiais, a exploração seria simples para quem alcançar o endpoint consumidor de SAML, portanto o tratamento deve ser urgente.
Correção e mitigação
- Atualize a Relyra para a versão 1.2.0 ou posterior em todas as aplicações que dependem dela e faça o redeploy.
- Consulte o advisory de segurança e os commits de correção (2e45689, 8910200).
- Se a atualização imediata não for possível, considere desativar temporariamente o login SAML ou adicionar uma camada extra de autenticação.
- Após corrigir, invalide as sessões existentes criadas via SAML para encerrar sessões que possam ter sido obtidas com asserções forjadas.
Orientações de detecção
- Compare os logs de autenticação da aplicação com os do IdP, buscando logins SAML cujo NameID não tenha evento correspondente no IdP no mesmo período.
- Procure acessos inesperados a contas privilegiadas ou de origens incomuns durante o período em que versões vulneráveis estiveram em produção.
- Faça inventário de dependências (por exemplo, arquivos de lock) para encontrar aplicações fixadas na Relyra 1.0.0 ou 1.1.0.
Limitações das informações disponíveis
O registro no NVD está com status Deferred e não contém dados estruturados de versões afetadas ou corrigidas; os detalhes de versão vêm da descrição da CNA. Não há dados de EPSS ou SSVC. O registro não informa o grau de adoção das versões vulneráveis nem se houve tentativas de exploração observadas.
Perguntas frequentes
Quais versões da Relyra são afetadas pela CVE-2026-49454?
O advisory informa que as versões 1.0.0 e 1.1.0 são afetadas e que o problema foi corrigido na versão 1.2.0.
O que um atacante pode fazer com essa falha?
Um atacante não autenticado poderia enviar uma resposta SAML com assinatura forjada e um NameID escolhido, aceita pela biblioteca, possibilitando login como qualquer usuário.
A CVE-2026-49454 está sendo explorada ativamente?
Ela não consta no KEV da CISA e nenhuma exploração confirmada aparece nas fontes consultadas.
O que fazer além de atualizar?
Após atualizar para a 1.2.0, invalide as sessões existentes criadas via SAML e revise os logs de autenticação em busca de logins sem evento correspondente no IdP.
Esta análise foi redigida com auxílio de IA a partir de dados verificados das fontes e checada automaticamente contra eles.